Cristãos Carnais



"Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?” (1 Coríntios 3.1-3 NVI). Esta afirmação de que os cristãos da igreja em Corinto eram carnais e não espirituais torna-se compreensível a partir da seguinte análise: A habitação do Espírito Santo é crucial para determinar se uma pessoa é verdadeiramente cristã, pois a Palavra diz que “se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Romanos 8.9; veja também Gálatas 3.2,3 e Tito 3.5-7). Neste caso, esta pessoa na qual o Espírito de Deus não habita é identificada simplesmente como "homem natural" (1 Coríntios 2.14). Mas não era essa a situação dos irmãos em Corinto. Eles tinham o Espírito de Deus! O problema é que eles pensavam e agiam como se não o tivessem. Seu comportamento era idêntico ao dos não cristãos. Por isso que eles não eram espirituais, e sim, carnais. O adjetivo grego (sarkinos) traduzido para “carnais” no primeiro verso, enfatiza especialmente o lado físico e humano dos coríntios em contraste com o seu lado espiritual. Esta palavra denota fraqueza e fragilidade. Estes cristãos carnais eram crianças em Cristo, incapazes de compreender as verdades mais profundas da revelação divina. Tendo passado tempo suficiente para seu amadurecimento eles ainda necessitavam de "leite" pois não estavam aptos a receber alimento de "adultos". Porém, no terceiro verso o adjetivo grego traduzido por “carnais” muda para (sarkikos), e diferentemente, retrata aqueles cristãos que vivem segundo a perspectiva deste mundo, ainda dominados pela natureza do pecado. Por este motivo, eles aqui são confrontados a respeito de sua conduta mundana marcada por inveja e divisão na comunidade cristã. Essa postura não é característica comum daqueles que vivem sob o domínio do Espírito de Deus, e sim, da carne. Os coríntios eram habitados pelo Espírito, mas seu comportamento era mais parecido com o do "homem natural". De fato, é difícil distinguir cristãos carnais de “homens naturais” ou não salvos. O recebimento do Espírito Santo nos coloca em uma nova dimensão, na qual a vida deve ser vivida em conformidade com o Espírito e não conforme a natureza pecaminosa. O imperativo básico da vida cristã é: "Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne" (Gálatas 5.16). ____________________________________ João Crisóstemo



"Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?” (1 Coríntios 3.1-3 NVI). Esta afirmação de que os cristãos da igreja em Corinto eram carnais e não espirituais torna-se compreensível a partir da seguinte análise: A habitação do Espírito Santo é crucial para determinar se uma pessoa é verdadeiramente cristã, pois a Palavra diz que “se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Romanos 8.9; veja também Gálatas 3.2,3 e Tito 3.5-7). Neste caso, esta pessoa na qual o Espírito de Deus não habita é identificada simplesmente como "homem natural" (1 Coríntios 2.14). Mas não era essa a situação dos irmãos em Corinto. Eles tinham o Espírito de Deus! O problema é que eles pensavam e agiam como se não o tivessem. Seu comportamento era idêntico ao dos não cristãos. Por isso que eles não eram espirituais, e sim, carnais. O adjetivo grego (sarkinos) traduzido para “carnais” no primeiro verso, enfatiza especialmente o lado físico e humano dos coríntios em contraste com o seu lado espiritual. Esta palavra denota fraqueza e fragilidade. Estes cristãos carnais eram crianças em Cristo, incapazes de compreender as verdades mais profundas da revelação divina. Tendo passado tempo suficiente para seu amadurecimento eles ainda necessitavam de "leite" pois não estavam aptos a receber alimento de "adultos". Porém, no terceiro verso o adjetivo grego traduzido por “carnais” muda para (sarkikos), e diferentemente, retrata aqueles cristãos que vivem segundo a perspectiva deste mundo, ainda dominados pela natureza do pecado. Por este motivo, eles aqui são confrontados a respeito de sua conduta mundana marcada por inveja e divisão na comunidade cristã. Essa postura não é característica comum daqueles que vivem sob o domínio do Espírito de Deus, e sim, da carne. Os coríntios eram habitados pelo Espírito, mas seu comportamento era mais parecido com o do "homem natural". De fato, é difícil distinguir cristãos carnais de “homens naturais” ou não salvos. O recebimento do Espírito Santo nos coloca em uma nova dimensão, na qual a vida deve ser vivida em conformidade com o Espírito e não conforme a natureza pecaminosa. O imperativo básico da vida cristã é: "Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne" (Gálatas 5.16). ____________________________________ João Crisóstemo