Reverência na Peregrinação



“Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês” (1 Pedro 1.17 NVI). Neste pequeno trecho de sua carta destinada inicialmente aos cristãos dispersos nas províncias da Ásia Menor (atual Turquia), e que se aplica também a nós; o apóstolo Pedro exorta a que sejamos obedientes a Deus e a compreendermos que a expectativa que Ele tem a nosso respeito é que vivamos em santidade. Pois, se o chamamos de Pai deveríamos considerar o caráter dele e não permitir que esta intimidade seja uma desculpa para praticarmos o mal. Afinal, este relacionamento especial não nos trará um tratamento tolerante ou diferenciado no julgamento final. A imparcialidade de Deus em julgar tem lugar comum no Antigo Testamento, onde lemos: “Pois o Senhor, o seu Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o grande Deus, poderoso e temível, que não age com parcialidade nem aceita suborno” (Deuteronômio 10.17); e também no Novo Testamento, onde o homem é advertido a se arrepender agora antes que o julgamento venha. Por esta razão, fé e parcialidade são incompatíveis. Por ser imparcial, Deus não têm favoritos e julga segundo “as obras de cada um”; razão pela qual deveríamos conduzir-nos com temor ou reverência a Ele, pois seu julgamento é final e supremo. Esta exigência é expressa em “portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês,” o que indica que nós não pertencemos a este mundo, de modo que nem os louvores ou os sofrimentos que recebemos aqui são importantes. Além disso, o termo “jornada” é usado no Antigo Testamento para indicar aqueles que não têm direitos de cidadania, mas são residentes estrangeiros temporários de um determinado lugar (Levítico 25.23; 1 Crônicas 29:15) De maneira que, à semelhança do que ocorreu com o povo de Israel no Egito que por quatro séculos viveu e sofreu como peregrino em terra estranha, nós os que fomos feitos filhos de Deus por meio da fé em Jesus Cristo somos também estrangeiros e peregrinos neste mundo; como disse Paulo aos Filipenses: “A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3.20). Portanto, se reconhecermos a natureza temporária da presente vida, seremos mais capazes de viver à luz de nosso estado permanente e do julgamento porvir. ____________________________________ João Crisóstemo



“Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês” (1 Pedro 1.17 NVI). Neste pequeno trecho de sua carta destinada inicialmente aos cristãos dispersos nas províncias da Ásia Menor (atual Turquia), e que se aplica também a nós; o apóstolo Pedro exorta a que sejamos obedientes a Deus e a compreendermos que a expectativa que Ele tem a nosso respeito é que vivamos em santidade. Pois, se o chamamos de Pai deveríamos considerar o caráter dele e não permitir que esta intimidade seja uma desculpa para praticarmos o mal. Afinal, este relacionamento especial não nos trará um tratamento tolerante ou diferenciado no julgamento final. A imparcialidade de Deus em julgar tem lugar comum no Antigo Testamento, onde lemos: “Pois o Senhor, o seu Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o grande Deus, poderoso e temível, que não age com parcialidade nem aceita suborno” (Deuteronômio 10.17); e também no Novo Testamento, onde o homem é advertido a se arrepender agora antes que o julgamento venha. Por esta razão, fé e parcialidade são incompatíveis. Por ser imparcial, Deus não têm favoritos e julga segundo “as obras de cada um”; razão pela qual deveríamos conduzir-nos com temor ou reverência a Ele, pois seu julgamento é final e supremo. Esta exigência é expressa em “portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês,” o que indica que nós não pertencemos a este mundo, de modo que nem os louvores ou os sofrimentos que recebemos aqui são importantes. Além disso, o termo “jornada” é usado no Antigo Testamento para indicar aqueles que não têm direitos de cidadania, mas são residentes estrangeiros temporários de um determinado lugar (Levítico 25.23; 1 Crônicas 29:15) De maneira que, à semelhança do que ocorreu com o povo de Israel no Egito que por quatro séculos viveu e sofreu como peregrino em terra estranha, nós os que fomos feitos filhos de Deus por meio da fé em Jesus Cristo somos também estrangeiros e peregrinos neste mundo; como disse Paulo aos Filipenses: “A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3.20). Portanto, se reconhecermos a natureza temporária da presente vida, seremos mais capazes de viver à luz de nosso estado permanente e do julgamento porvir. ____________________________________ João Crisóstemo