Benefícios da Humildade



"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos" (Filipenses 2:3 NVI). A “ambição egoísta” está presente em nossa natureza caída. Suas características, como o interesse próprio e a auto exaltação à custa de outros, ditam valores e posturas comportamentais. Pessoas dominadas por esse tipo de mentalidade geralmente se opõem aos outros e ao próprio Deus cujo caráter de servo foi exposto de modo cabal por seu Filho encarnado. O segundo item, “vaidade”, indica uma glória vazia, autoconcedida por aqueles que exaltam a si mesmos. No primeiro século, as ocorrências desta palavra descreviam pessoas que possuíam um conceito elevado de si mesmas. É necessário que entendamos que estas atitudes são contrárias à mente de Cristo, que sendo Deus, apresentou-se como antítese da ambição egoísta ao doar-se a si mesmo tornando-se servo de todos; e sendo homem, revelou-se como antítese da vaidade humilhando-se até a morte e morte de cruz. Por isso, o verso contrasta a ambição egoísta e a vaidade com “humildemente considerem os outros superiores a si mesmos”. A humildade é a única virtude cristã que, assim como a mensagem de um Messias crucificado, contradizia os valores do mundo antigo que a considerava uma deficiência ou fraqueza e não uma virtude. Seu fundamento, porém, são os escritos do Antigo Testamento e o próprio Senhor Jesus. O termo usado no Antigo Testamento indica que a pessoa humilde deixa sua causa com o Senhor em vez de confiar em sua própria força e entendimento. Humildade não deve ser confundida com falsa modéstia ou subserviência indigna que provoca repulsa, onde o "humilde" pela obediência exagerada visa apenas chamar atenção para si. A humildade autêntica reflete uma auto estima correta, uma postura confiante e dependente da criatura em seu Criador. Deste modo, a humildade não é egocêntrica, mas altruísta, como sugere o verso 4: "Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros". Assim, se ambição egoísta e vaidade corroem relacionamentos, estes estarão seguros ao considerarmos "os outros superiores a (nós) mesmos", não no sentido de comparação, mas no cuidado que dá preferência aos outros e às suas necessidades. ____________________________________ João Crisóstemo



"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos" (Filipenses 2:3 NVI). A “ambição egoísta” está presente em nossa natureza caída. Suas características, como o interesse próprio e a auto exaltação à custa de outros, ditam valores e posturas comportamentais. Pessoas dominadas por esse tipo de mentalidade geralmente se opõem aos outros e ao próprio Deus cujo caráter de servo foi exposto de modo cabal por seu Filho encarnado. O segundo item, “vaidade”, indica uma glória vazia, autoconcedida por aqueles que exaltam a si mesmos. No primeiro século, as ocorrências desta palavra descreviam pessoas que possuíam um conceito elevado de si mesmas. É necessário que entendamos que estas atitudes são contrárias à mente de Cristo, que sendo Deus, apresentou-se como antítese da ambição egoísta ao doar-se a si mesmo tornando-se servo de todos; e sendo homem, revelou-se como antítese da vaidade humilhando-se até a morte e morte de cruz. Por isso, o verso contrasta a ambição egoísta e a vaidade com “humildemente considerem os outros superiores a si mesmos”. A humildade é a única virtude cristã que, assim como a mensagem de um Messias crucificado, contradizia os valores do mundo antigo que a considerava uma deficiência ou fraqueza e não uma virtude. Seu fundamento, porém, são os escritos do Antigo Testamento e o próprio Senhor Jesus. O termo usado no Antigo Testamento indica que a pessoa humilde deixa sua causa com o Senhor em vez de confiar em sua própria força e entendimento. Humildade não deve ser confundida com falsa modéstia ou subserviência indigna que provoca repulsa, onde o "humilde" pela obediência exagerada visa apenas chamar atenção para si. A humildade autêntica reflete uma auto estima correta, uma postura confiante e dependente da criatura em seu Criador. Deste modo, a humildade não é egocêntrica, mas altruísta, como sugere o verso 4: "Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros". Assim, se ambição egoísta e vaidade corroem relacionamentos, estes estarão seguros ao considerarmos "os outros superiores a (nós) mesmos", não no sentido de comparação, mas no cuidado que dá preferência aos outros e às suas necessidades. ____________________________________ João Crisóstemo