Esperança Que Gera Obediência



“Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância” (I Pedro 1.14 NVI). A esperança dos cristãos, como registrada pelo Apóstolo Pedro em 1.3, onde lemos: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos"; não é uma esperança isolada do mundo atual e de seus problemas, mas aquela que controla diretamente a maneira como vivemos no presente, isto é, “como filhos obedientes”. Esta expressão indica, primeiramente, a nossa filiação à família de Deus, como membros dependentes, o que implica, portanto, no acolhimento e cuidado de Deus. Indica também, o nosso viver obediente ao Pai da família, o próprio Deus. Obediência é um termo característico do Novo Testamento sobre como o cristão deve viver, e também uma forte evidência de fé (Romanos 6.12-17). O Evangelho é um imperativo à submissão a Jesus Cristo como Senhor; qualquer compromisso ou fé que não resulta em obediência concreta a Ele denota falta de compreensão de sua mensagem e, portanto, não é fé cristã (Tiago 2.14-26). Assim, a frase “filhos obedientes,” poderia simplesmente ser outro nome para cristãos autênticos. A primeira descrição da obediência dos filhos aqui é negativa. Eles não devem retornar à sua antiga maneira pagã de viver. Ao escrever “não se deixem amoldar,” o autor repete um termo utilizado apenas em Romanos 12.2; escrito para orientar que a maneira dos cristãos viverem não deve ser de acordo com a tendência desta presente era, isto é, em conformidade com a cultura ao seu redor. Esta antiga maneira de viver (na ignorância), é descrita como sendo amoldada aos seus “maus desejos". Embora o termo desejo possa, ocasionalmente, ser positivo (Lucas 22.15), ele normalmente indica as ambições impuras da humanidade caída (Gálatas 5.16; Tito 2.12; I João 2.16-17). O problema em relação a desejo não está no fato de alguém usufruir ou necessitar de coisas do mundo material, a Escritura não é ascética ou platônica, pois ela não ensina que o mundo físico e o prazer sejam maus em si mesmos ou que represente um baixo nível de existência; a dificuldade surge quando os prazeres deste mundo se tornam o objetivo maior de nosso ser em lugar do serviço a Deus. Segundo a instrução da Palavra, este é o tipo de “mau desejo” que controla o viver de muitos, e conformar-se a isso significa voltar ao estilo de vida que deveria ter sido abandonado na conversão. ____________________________________ João Crisóstemo



“Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância” (I Pedro 1.14 NVI). A esperança dos cristãos, como registrada pelo Apóstolo Pedro em 1.3, onde lemos: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos"; não é uma esperança isolada do mundo atual e de seus problemas, mas aquela que controla diretamente a maneira como vivemos no presente, isto é, “como filhos obedientes”. Esta expressão indica, primeiramente, a nossa filiação à família de Deus, como membros dependentes, o que implica, portanto, no acolhimento e cuidado de Deus. Indica também, o nosso viver obediente ao Pai da família, o próprio Deus. Obediência é um termo característico do Novo Testamento sobre como o cristão deve viver, e também uma forte evidência de fé (Romanos 6.12-17). O Evangelho é um imperativo à submissão a Jesus Cristo como Senhor; qualquer compromisso ou fé que não resulta em obediência concreta a Ele denota falta de compreensão de sua mensagem e, portanto, não é fé cristã (Tiago 2.14-26). Assim, a frase “filhos obedientes,” poderia simplesmente ser outro nome para cristãos autênticos. A primeira descrição da obediência dos filhos aqui é negativa. Eles não devem retornar à sua antiga maneira pagã de viver. Ao escrever “não se deixem amoldar,” o autor repete um termo utilizado apenas em Romanos 12.2; escrito para orientar que a maneira dos cristãos viverem não deve ser de acordo com a tendência desta presente era, isto é, em conformidade com a cultura ao seu redor. Esta antiga maneira de viver (na ignorância), é descrita como sendo amoldada aos seus “maus desejos". Embora o termo desejo possa, ocasionalmente, ser positivo (Lucas 22.15), ele normalmente indica as ambições impuras da humanidade caída (Gálatas 5.16; Tito 2.12; I João 2.16-17). O problema em relação a desejo não está no fato de alguém usufruir ou necessitar de coisas do mundo material, a Escritura não é ascética ou platônica, pois ela não ensina que o mundo físico e o prazer sejam maus em si mesmos ou que represente um baixo nível de existência; a dificuldade surge quando os prazeres deste mundo se tornam o objetivo maior de nosso ser em lugar do serviço a Deus. Segundo a instrução da Palavra, este é o tipo de “mau desejo” que controla o viver de muitos, e conformar-se a isso significa voltar ao estilo de vida que deveria ter sido abandonado na conversão. ____________________________________ João Crisóstemo